quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mulher narra assalto a banco pelo Twitter


Dentro de agência roubada, produtora de web resolveu ‘twittar’. Recurso foi usado porque Trackball de seu celular havia quebrado.

Em meio a um assalto a uma agência bancária em Nova York (EUA), a produtora de web norte-americana Annemarie Dooling resolveu agir. Começou a narrar pelo Twitter toda a ação do bandido.

Segundo o site "Gawker", Dooling até tentou avisar a polícia pelo telefone ou e-mail, mas a trackball (bolinha que serve como um mouse) de seu smartphone estava quebrado, deixando o Twitter como sua única opção.

“Um homem aqui na agência é um policial de trânsito que tinha uma melhor visão de tudo. A caixa ficou tremendo, mas se saiu muito bem. Não tinha ideia do assalto até que a porta da agência foi fechada”, escreveu Dooling, ou TravelingAnna, seu nick no Twitter.

Os relatos seguem: “Eles pegaram o cara. O policial disse que o assaltante foi focado por diversas câmeras da Penn station (estação de metrô da cidade) #dançou”, e já depois do assalto: “Quatro de nós ficamos para averiguação. É o aniversário de uma mulher que ficou no grupo e ela me ofereceu uma barra de cereais. Ela é muito bonitinha. Será que podemos ir?”

Já depois do susto, Dooling afirma que na verdade nem ficou assustada porque mal percebeu que tudo era um assalto. “O banco foi muito profissional, nem cheguei a ter de me deitar no chão”. No final ela conclui reclamando que seguia detida no banco e que havia perdido a trackball de seu celular.




Grandes produtoras de jogos reagem a iniciantes do iPhone


Empresas investem publicidade para melhorar no ranking de aplicativos. Maioria dos 13 mil jogos na App Store são de pequenas produtoras.

À medida que o iPhone se torna um aparelho popular para jogos, grandes

produtoras de videogames estão ampliando a competição com empresas menores que encontraram sucesso inicial no celular da Apple.

Com marcas conhecidas e bons recursos financeiros, produtoras como Electronic Arts, Gameloft e Glu Mobile desfrutam de grandes vantagens. Mas as empresas ascendentes, tais como ngmoco, Digital Chocolate e Tapulous, se provaram competentes em desenvolver suas marcas, até o momento.

A App Store, da Apple, oferece cerca de 13 mil jogos – muitos criados por pequenas produtoras –, e conquistar a atenção dos consumidores é um desafio. Os rankings de download são essenciais para o sucesso, já que os usuários tendem a procurar jogos nas listas dos mais populares.

"Ainda que os principais jogos para o iPhone sejam hoje trabalho de produtoras independentes, as grandes companhias vão contra-atacar", disse Jeremy Liew, diretor executivo da Lightspeed Venture Partners, uma empresa de investimentos que injetou recursos em produtoras de jogos sociais.

"O iPhone só oferece uma maneira dos jogos serem descobertos, hoje, e isso favorece as grandes produtoras, dotadas de mais recursos", acrescentou.

CONFLITO:

As grandes produtoras "dispõem de verbas consideráveis de marketing. No minuto em que um aplicativo começa a cair no ranking, elas investem em publicidade para levá-lo a subir de novo", disse Krishna Subramanian, co-fundador da Mobclix, uma empresa de análise.

Em contraste, as produtoras menores tendem a oferecer mais jogos gratuitos ou por US$ 1 (cerca de R$ 2), a fim de ajudar a elevar o número de downloads.

Desde o seu lançamento, um ano atrás, a App Store deu origem a todo um novo setor de criadores de software. Histórias sobre empresários que enriqueceram com um aplicativo para o iPhone, trabalhando em suas garagens, reforçaram a lenda.

E ainda há recursos de investimento disponíveis, especialmente junto ao iFund, de US$ 100 milhões (cerca de R$ 200 milhões), estabelecido pela Kleiner Perkins Caufield & Byers. O fundo de capital investiu em criadoras de aplicativos como a ngmoco.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Brasileiro cria técnica para transformar bebês vistos no ultrassom em bonecos



Um brasileiro criou uma técnica que permite que mães e pais possam não só ver, como também tocar e sentir modelos de tamanho real de seus bebês que ainda nem nasceram.

O designer carioca Jorge Roberto Lopes dos Santos desenvolveu o projeto, que alia exames de ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia computadorizada. Depois, as imagens captadas são transformadas em modelos matemáticos e, no último passo, viram modelos 3D com a chamada prototipagem rápida, que é a tecnologia

Utilizando programas específicos como o 4D View e o Mimics, Lopes dá forma aos modelos 3D de fetos, que são impressos, camada por camada, em resina fotossensível e um composto a base de gesso.

Até o momento, já foram estudados no Brasil e no Reino Unido cerca de 50 casos clínicos que geraram modelos específicos em tamanho natural. E muitos deles foram mostrados por Lopes durante a apresentação de seu projeto na Royal College of Art (RCA), em Londres, na última sexta-feira (26).

"São culturas diferentes também em relação à gravidez. Enquanto no Brasil o foco principal é tentar fazer com que mães e pais compreendam alguma malformação de seus bebês, no Reino Unido os modelos são usados para incentivar o apego da mãe em relação ao filho", explica Lopes.

Pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia e professor do Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Jorge Lopes tem como orientadores em Londres Hilary French, diretora da Escola de Arquitetura e Design de Produtos da RCA, Ron Arad, um dos mais famosos designers do mundo e chefe de Design de Produtos na RCA, e Stuart Campbell, chefe de obstetrícia da King's College e pioneiro na utilização do ultrassom na década de 1980

Antes do Reino Unido, a técnica já vinha sendo testada no consultório do especialista em medicina fetal Heron Werner, no Rio, surpreendendo as futuras mamães. "A reação das pacientes é de grande surpresa, pois estes modelos são muito mais nítidos e reais do que uma simples imagem de ultrassonografia 3D ou imagem da ressonância magnética", compara o médico.

"Imagine o impacto de um protótipo de um feto de uma gestante com deficiência visual. Ela tendo a chance de tocar e sentir as feições de seu filho. Realmente, isto tudo não deixa de ser um grande avanço", comemora Werner.

Trabalhando juntos no Brasil há alguns anos, Lopes, Werner e o pesquisador Ricardo Fontes, do Instituto de Nacional de Tecnologia (INT), colaboraram anteriormente em estudos para o Museu Nacional.

Na ocasião, blocos de pedras e sarcófagos foram digitalizados a partir de exames de tomografia computadorizada, possibilitando a visualização da forma virtual de fósseis e múmias. "Se conseguíamos isto com fósseis e múmias, por que não fetos?", diz Werner, contando como surgiu a mudança de rumo nas pesquisas.

O grande diferencial da técnica criada no Brasil foi conseguir digitalizar as imagens geradas pelos exames de ressonância magnética e ultrassom, uma vez que a tomografia em muitos casos não é recomendada para gestantes, por conter níveis de radiação.

"Hoje conseguimos ter o corpo de um feto a partir da ressonância magnética e as suas outras partes como mãos, pés e face a partir da ultrassonografia, reconstruindo tudo num só modelo. Desta forma, conseguimos imagens superiores às dos exames em separado", explica Werner, coordenador do setor de medicina fetal da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), no Rio.

Como a técnica brasileira já está patenteada e os testes estão em curso, Werner acredita que em breve a prática poderá ser usada em larga escala, ajudando mães, pais e profissionais de saúde. "Acredito que até o final do ano poderemos ampliar o alcance dessa tecnologia", avalia.